Mariana Martins Cuder
Um dos grandes nomes da fotografia moderna e contemporânea mundial, o mexicano Manuel Alvarez Bravo (1902-2002) é o nome de maior relevância na fotografia do século XX de seu país. Seus primeiros trabalhos foram feitos no começo dos anos 1920, e exploravam elementos da tradição pictorialista, influenciados pela obra de fotógrafos atuantes no México, como Hugo Brehme, Guilhermo Kahlo e Agustín Casasola.
Suas fotografias são influenciadas pela revolução mexicana (1910-1920) e por fotógrafos que contribuíram para estabelecer uma iconografia fotográfica centrada em sua cultura indígena, em sua gente e em sua paisagem, fazendo com que Manuel se manifestasse por uma estética "fotopoética".
A exposição apresenta suas obras em 5 ambientes. Ao entrar, as primeiras fotos com as quais me deparo são as do círculo de relacionamentos de Manuel Álvarez Bravo. Em seguida surgem os outros 4 ambientes que são divididos por épocas.
Anos 1920/1930 - primeiros trabalhos e experimentação moderna
Anos 1920/1930 - poética humanista e surrealismo
Anos 1940/1960 - ecletismo, engajamento social e documentação
Anos 1970/1990 - a obra revisitada e em exposição
O ambiente da exposição é claro, com suas paredes brancas e laranjas, com ar condicionado e com focos de luz tanto para as mesas centrais ondem eram expostos os livros de Manuel, quanto para as fotos nas paredes. É um lugar super silencioso e aconchegante, e há também uma lojinha na entrada. Infelizmente não era permitido tirar foto de absolutamente nada, nem da lojinha, pois a atendente era extremamente grossa e mal humorada. Mas como uma boa brasileira, tirei uma foto escondida; ficou péssima, ainda mais com o celular, mas era pra provar que eu entrei.
Mesa central mostrando o livro de Manuel Álvarez Bravo
Uma obra que me chamou bastante a atenção foi a Lucrécia, pois Manuel saiu do padrão de foto, utilizou uma maquina de raio-x, que parece tentar expressar um grande sentimento de sofrimento de uma mulher ao mostrar uma espada sendo enfincada em seu coração.
Lucrécia, 1942-1946
20 x 25cm
Tiragem assinada pelo autor
Coleção Associação Manuel Álvarez Bravo
Outra foto que me chamou cativou foi a Lebrança de Atzopan, pois ao bater o olho vi duas janelas, quando na verdade, eram uma janela e uma menina. A parede suja com uma janela de fundo preto e a menina encostada nesta com um vestido sujo e de cabelo preto, fizeram com que eu me confundisse.
Lembrança de Atzompan, 1943
Gelatina/prata
28 x 36 cm
Coleção Associação Manuel Álvarez Bravo
Menino urinando, 1927
Comedor
Striking worker, murdered, 1934
Gelatin silver print
7 1/2 x 9 1/2 in.
92.XM.23.27
7 1/2 x 9 1/2 in.
92.XM.23.27
Manuel Álvarez Bravo
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A exposição conta com o apoio do Museu de Arte Moderna e Instituto Nacional de Belas Artes.
Exposição Manuel Álvarez Bravo - fotopoesia
De 23 de maço a 1 de julho de 2012
De terça a sexta, das 13h às 19h
Sábados, domingo e feriados, das 13h às 18h
Local: Rua Piaui, 844, 1º andar - Higienópolis
Entrada gratuita
Telefone: 11 3825-2560
Mais informações: http://ims.uol.com.br/Home/D1
Local: Rua Piaui, 844, 1º andar - Higienópolis
Entrada gratuita
Telefone: 11 3825-2560
Mais informações: http://ims.uol.com.br/Home/D1






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